Como ser um Sacerdote adorador? / características de um verdadeiro adorador

adorador

O que é afinal um Sacerdote adorador e quais os requisitos básicos para alcançarmos esse patamar de adoração?

Texto Base: Hebreus, capítulos de 4 a 8 – Quando falamos em adoração coletiva como corpo, logo imaginamos um grupo de louvor que “conduz a igreja à adoração”.  

Frequentemente associamos tais grupos a uma atuação levítica ou sacerdotal. Não há como negar que os que exercem tais funções (ministros de adoração, músicos, cantores, operadores de som, etc) são sim sacerdotes.

Mas isto não é privilégio somente de tais.

A palavra de Deus nos ensina que todos os que se entregaram a Cristo foram imersos no corpo, e tornaram-se sacerdotes.

Isto nos coloca em condição de igualdade com qualquer irmão ou irmã da congregação que tenha dons e talentos diferentes dos nossos.

Vejamos alguns aspectos para o nosso estudo de hoje:

O QUE O SACERDOTE NÃO PRECISA MAIS?

adorador

Jesus tornou-se sumo sacerdote, inaugurando a era da graça. Todos os cristãos tem acesso ao Pai, pois todos os cristãos são sacerdotes.

Mas também facilitadores no processo de irmos juntos à sua presença e buscarmos juntos, como igreja, a sua face.

Veja o artigo: “Porque é tão difícil usar o cantor cristão ou hinário na igreja?”

Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos.

Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de provação, porém, sem pecado.

Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. (Hb 4:14-16)

O trono da graça está disponível a todos, não apenas aos ministros, pastores e líderes. Muitas vezes como ministros de louvor, temos a tendência de atuar como “mediadores” e esperar da congregação uma “resposta” ou “evidências” de que está tudo “fluindo”.

Alguns de nós podemos até nos sentir em posição de superioridade. Alguns de nós carregamos fardos que não são nossos quando por algum motivo a congregação “não está alegre” ou o louvor “não flui”.

O QUE JESUS TEM PARA OFERECER?

adorador

Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão.

Embora sendo filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

Veja o artigo: “O que fazer quando alguém quer entrar no grupo de louvor sem ser convidado?”

Em Gênesis 14:17-20 podemos ler o relato de Abraão e Melquisedeque (que foi sacerdote do Senhor antes da Lei de Moisés ser dada).

  • Antes, um dia da semana era do Senhor. Agora, todos os sete dias são dEle.
  • Antes, o Senhor tinha “direito” a 10% de tudo, e só. Agora, 100% é dEle (mesmo a quantia que não entregamos para a obra é dEle).
  • Antes, era necessário o sacrifício de animais pelos pecados. Agora, o sacrifício de Jesus cobre todos os pecados.
  • Antes, era preciso que os sacerdotes conduzissem o povo até Deus, representassem o povo diante de Deus. Hoje, todos os cristãos têm este acesso, e não precisam mais de mediadores humanos!

O ministério que Jesus recebeu é superior ao deles, assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga, sendo baseada em promessas superiores.

E O GRUPO DE LOUVOR?

sacerdote

Se examinarmos todas as regras sacerdotais da Lei de Moisés e catalogarmos todos os atos ali especificados, veremos que poderíamos resumir as funções sacerdotais em duas palavras: ADORAÇÃO e INTERCESSÃO. Então siga os passos a seguir:

Ensaie. Prepare-se. Seja fiel mordomo dos talentos que o Senhor lhe deu. Saiba do seu potencial em Deus, e conheça suas limitações.

Evite qualquer coisa que tire a atenção do Senhor ou que cause desconforto aos demais (ex.: roupas indecorosas, som excessivamente alto, falar demais na ministração, “caras e bocas” se alguém errar alguma coisa na hora, etc).

Não espere uma “resposta” da congregação, e não se frustre se a congregação permanecer totalmente apática.

Não aja como animador de palco (creia-me, não fomos chamados para tal). Não manipule a congregação.

Esteja aberto e sensível ao Espírito Santo. Programe-se sim, mas sem se prender a receitas pré-programadas.

Esteja submisso ao pastor. Pode acontecer dele pedir uma música diferente, ou de interromper o momento de cânticos bem na hora da música nova que você ensaiou.

Veja o artigo: “Posso tocar no meio secular? – músico cristão pode tocar no mundo?”

Quando você menos esperar, alguém vai “cortar o clima da adoração” pra avisar que na próxima terça-feira à tarde haverá um workshop sobre ponto-cruz para as mulheres da igreja.

CONCLUSÃO

Se compreendermos que todos os remidos pelo Senhor tornaram-se sacerdotes (e todas as implicações desta verdade), entenderemos um pouco mais sobre nosso chamado e nosso ministério será mais frutífero.

Que Deus nos abençoe,

Pense nisso e siga em frente!

Se você gostou deste artigo, curta ou compartilhe no facebook, clique embaixo e deixe um comentário

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*


This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.