O que o deserto nos ensina?

caminhando

Todo cristão passa pelo deserto da vida e a verdade é que todos nós passamos por provações. 

Mas precisamos saber como enfrentá-las da melhor maneira, entendendo os propósitos de Deus

“E o menino crescia e se fortalecia em espírito; e viveu nos desertos até o dia em que havia de mostrar-se a Israel.” – Lucas 1:80

Neste trecho no primeiro capítulo do Evangelho de Lucas, nós lemos que, depois de seu pai ter proclamado uma maravilhosa profecia sobre sua vida, João Batista “viveu nos desertos até o dia em que havia de mostrar-se a Israel.”

Com certeza foi no deserto que João recebeu, através da revelação, a sua comissão ministerial, incluindo os detalhes de como ele iria reconhecer o Messias na hora certa (João 1:32).

Vejamos alguns aspectos para nosso estudo:

O DESERTO É O PROCESSO DA SUA VITÓRIA

Deserto

Podemos ver nas vidas de muitos dos heróis da fé, tanto no Antigo como no Novo Testamento, que depois que alguém recebe seu chamado de Deus.

Esta pessoa sempre passa por um processo de tratamento, um deserto, antes de entrar na plenitude do seu ministério.

José recebeu seu chamado aos dezessete anos de idade (Gênesis 37:2), mas “foi vendido como escravo… cujos pés foram apertados com grilhões e a quem puseram em ferros.

Até que se cumpriu a sua profecia, e a palavra do Senhor o justificou” (Salmo 105:17-19).

Moisés nasceu para ser o libertador de uma nação (Hebreus 11:23), mas depois de passar quarenta anos aprendendo os caminhos de Egito (Atos 7:23).

Veja o artigo: “Seguindo em frente quando a vida lhe der um tombo”

Davi enfrentou o gigante Golias ainda adolescente (1 Samuel 17:33) já tendo sido ungido como rei pelo profeta Samuel (1 Samuel 16:13).

Até o tempo que ele passou cuidando do rebanho do seu pai serviu como experiência quando ele enfrentou o gigante (1 Samuel 17:34-35) e depois quando pastoreou a nação de Israel (Salmo 78:71).

Até o Apóstolo Paulo, depois da sua poderosa conversão na estrada de Damasco (Atos 9:3 a 6), teve experiências de fracasso ministerial, tanto em Damasco (Atos 9:22 a 25) como na Jerusalém (Atos 9:29 a 31).

Só depois dele ter passado um tempo no deserto (Gálatas 1:17) – que alguns comentaristas acham poderia ter demorado até quatorze anos.

Barnabé o levou para Antioquia (Atos 11:25-26), onde ele começou seu verdadeiro ministério de “apóstolo aos gentios” (Atos 13:2).

NO DESERTO MOSTRAMOS QUEM SOMOS DE VERDADE

estudo sobre deserto espiritual

Talvez você está passando por seu deserto. Nestes momentos, é fácil pensar que Deus tem esquecido da gente, que as promessas que Ele tem nos falado nunca se cumprirão.

Mas precisamos entender que o deserto faz parte do processo de preparo do ministro, que “a prova da vossa fé desenvolve a perseverança”.

Veja o artigo: “Remédio infalível para prevenir a preocupação”

Quando estamos no deserto, devemos “combater o bom combate” utilizando como armas “as profecias que houve acerca de nos” (1 Timóteo 1:18).

E sabendo que o tempo de preparação passará e entraremos, na hora certa, em nosso ministério.

Verdadeiramente, “não nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gálatas 6:9).

Porém, a Palavra de Deus fala que “os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento, e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente” (Daniel 12:3).

CONCLUSÃO

Uma estrela demora para aparecer no céu noturno, mas permanece a noite toda, até o amanhecer.

Precisamos aprender, como João Batista, a “viver nos desertos até o dia em que havia de mostrar-se a Israel.”

Pense nisso e siga em frente

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