Adoração de ontem a agora

Buscar a Deus
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Adoração e louvor, ou louvor e adoração — para usar expressão da moda —, são termos usados à larga no segmento evangélico. Mais do que definição de estilos, elas definem atitudes. Representam um estado de espírito.

Quem acompanha, hoje, o louvor musical nas igrejas percebe que há uma certa homogeneidade, não apenas de ritmos, como de atitudes.

Todos levantam as mãos; todos têm certa expressão facial; todos adotam determinado vocabulário, carregado de expressões como “fluir”, “megulhar”, “liberar”.

É uma busca generalizada pelo “encher-se do Espírito”. O crente de hoje é um crente metafísico. Ele quer experimentar sensações diante de Deus.

Vejamos alguns aspectos para o nosso estudo de hoje:

O QUE MUDOU NA ADORAÇÃO DE ONTEM PARA HOJE?

Adoração

Parece que ficaram para trás a contrição e a contemplação que caracterizaram, durante tanto tempo, a liturgia das igrejas no que se refere ao cântico congregacional.

Há coisa de uns 30, 40 anos, o que valia era tratar a condição humana através das letras das músicas — temas como o pecado, a graça, a santidade e o evangelismo eram dominantes.

Os evangélicos cantavam coisas como “Eu, perdido pecador, longe do Senhor”, ou “Maravilhosa graça, maior que o meu pecar”. Nos apelos, era batata: “Alma cansada, vem já”. Era a época do louvor pragmático.

O que valia era confrontar o pecador com sua própria condição. A música — ah, a música! — era aquela sucessão de acordes previsíveis, ritmo quatro por quatro, introdução, estribilho…

Veja o artigo: “Geração de extravagantes”

Havia, também, composições de forte teor testemunhal. Músicas que falavam dos milagres que Cristo opera, ou do processo de conversão.

OK, é preciso admitir que este escriba tem certa nostalgia de outras épocas — afinal, cresci ouvindo os Vencedores por Cristo cantarem coisas como “Se eu fosse contar o que de alguém ouvi”, “Triste foi sua história, levado à cruz sem pecado algum” e por aí vai.

Mas os anos 90 chegaram e mudaram tudo. O sucesso dos chamados ministérios de louvor, com suas produções elaboradas e um discurso que enfatiza mais o sentir do que o agir, mudou definitivamente o panorama.

Grupos lá de fora, e os similares nacionais conquistaram o povo evangélico, sobretudo a ala mais jovem. É só dar uma voltinha pelas igrejas para ouvir, obrigatoriamente, Aclame ao Senhor ou Quero beber do teu rio, Senhor, para citar apenas dois hits do momento.

É PRECISO ENCONTRAR O EQUILÍBRIO

medir

O problema é, como preconizava o apóstolo Paulo, encontrar o equilíbrio para fazer determinadas coisas sem abrir mão de outras.

É claro que as três fases — a do hinário, a do retroprojetor e a do data show — descontados alguns exageros, surgiram marcadas por muita espiritualidade e pelo desejo sincero de adorar ao Senhor.

Veja o artigo: “Expressões físicas: isso pode?”

Durante décadas, igrejas foram poderosamente edificadas com os louvores clássicos, que sedimentaram a fé de gerações de crentes; mais tarde, multidões de crentes saíram às ruas mostrando, através da música, que Jesus é o Senhor e que vale a pena viver ao lado dele; ultimamente, inúmeras pessoas têm experimentado um avivamento genuíno, embalado por canções que marcam a alma e levam a sensações de profunda intimidade com Deus.

CONCLUSÃO

Mas há um só espírito, um só rebanho, um só pastor. Muitos estilos, mas uma só fé. O que importa é o que a Palavra sempre nos ensinou: adorá-lo em Espírito e em verdade. De maneira genuína. Sem estereótipos; sem modismos. Apenas com sinceridade.

Pense nisso e siga em frente!

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